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Saúde GRIPE

Casos de doenças respiratórias graves seguem em alta no Brasil, aponta Fiocruz

Crescimento das internações está ligado principalmente aos vírus influenza A e VSR, segundo o novo boletim InfoGripe

30/05/2026 08h45
Por: Redação
Os dados do InfoGripe têm como base informações registradas até o dia 23 de maio no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe Foto: Divulgação
Os dados do InfoGripe têm como base informações registradas até o dia 23 de maio no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe Foto: Divulgação

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua crescendo em todo o Brasil e já atinge pessoas de todas as faixas etárias. O alerta foi divulgado nesta quinta-feira (28) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do mais recente boletim InfoGripe.

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Segundo o levantamento, o aumento das internações está relacionado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A, responsáveis pela maior parte dos casos graves registrados nas últimas semanas.

De acordo com a Fiocruz, os casos ligados ao VSR seguem em alta em todos os estados das regiões Sudeste e Sul, além de parte do Nordeste, incluindo Bahia, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte. O crescimento também foi identificado em estados como Pará, Amapá e Mato Grosso do Sul.

O boletim aponta ainda que crianças de até quatro anos estão entre os grupos mais afetados, especialmente pelos casos associados ao vírus sincicial respiratório.

Já as hospitalizações provocadas pela influenza A continuam avançando em toda a Região Sul, além de estados como São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins. Em Minas Gerais e na Paraíba, apesar de sinais de desaceleração, os números ainda permanecem elevados.

Outro vírus que tem contribuído para o aumento dos casos é o rinovírus, principalmente entre crianças e adolescentes. O crescimento foi identificado em estados do Nordeste, Sudeste e também em Santa Catarina e Amazonas.

Por outro lado, os casos graves relacionados à Covid-19 seguem em queda na maior parte do país. Mesmo assim, estados como Ceará, Maranhão e Pará ainda apresentam tendência de crescimento ou manutenção das notificações.

Capitais estão em alerta

O levantamento da Fiocruz mostra que 17 capitais brasileiras estão em situação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo.

Entre elas estão Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Belém, Goiânia e São Luís.

Influenza A lidera entre os óbitos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a influenza A foi responsável pela maior parte das mortes entre os casos positivos de SRAG.

Segundo o boletim, a distribuição dos vírus entre os óbitos foi:

  • 51,2% de influenza A
  • 17,2% de rinovírus
  • 13,4% de VSR
  • 9,6% de Covid-19
  • 7,2% de influenza B

Já entre os casos positivos registrados no período, o VSR aparece como o vírus mais frequente, representando 47,6% das ocorrências.

Fiocruz reforça importância da vacinação

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, reforçou a importância da vacinação neste período de maior circulação de vírus respiratórios.

Segundo ela, a vacina contra a influenza segue sendo fundamental para idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e demais grupos de risco.

Ela também destacou a importância da imunização contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, ajudando a proteger os bebês nos primeiros meses de vida.

Medidas de prevenção continuam recomendadas

Além da vacinação, especialistas orientam a adoção de medidas simples para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, como:

  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
  • Lavar as mãos frequentemente
  • Evitar compartilhar objetos pessoais
  • Utilizar máscara em caso de sintomas gripais
  • Evitar contato próximo com outras pessoas ao apresentar sinais de gripe ou resfriado

Os dados do InfoGripe têm como base informações registradas até o dia 23 de maio no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe.

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